Mostrando postagens com marcador vagas ociosas medicina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vagas ociosas medicina. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de fevereiro de 2016

MEC PREENCHERÁ VAGAS OCIOSAS DO SISU POR NOVO SISTEMA

Com novo sistema, até 150 mil vagas ociosas poderão ser preenchidas


O Ministério da Educação (MEC) divulgou no início da noite de sexta-feira, 04 de dezembro, que criará o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) para vagas remanescentes. A medida foi tomada após o órgão notar o aumento expressivo de matrículas, anunciado pelo Censo da Educação Superior de 2014, e a quantidade de vagas ociosas nas instituições de ensino superior federais.
Há, pelo menos, 114 mil vagas ociosas, de acordo com o Ministério, mesmo após as chamadas do SiSU  e das próprias universidades. A medida tem o intuito de zerar essa demanda não utilizada.

“Nós queremos todas essas vagas preenchidas com um critério transparente, republicano e meritocrático de acesso. Para isso, vamos mudar o mecanismo de repasse de verba para as instituições federais. O MEC não repassará recurso por vaga, mas sim por matrícula efetivamente realizada. Com o mesmo recurso que nós temos hoje, podemos ter 100 mil alunos a mais nas universidades federais”, afirmou o Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante coletiva de imprensa em Brasília.
Ainda de acordo com o Ministro, com todas as instituições de ensino superior públicas federais (estaduais e municipais) aderindo, o montante de vagas aumentará para até 150 mil. Com isso, serão mais de 6 milhões de estudantes tendo a oportunidade de ingressar numa instituição pública.

Critérios

Serão utilizados cinco critérios de acesso, sendo o primeiro deles a nota do candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Além desse, também será utilizado o desempenho acadêmico do estudante em sua respectiva instituição de ensino e a qualidade do curso de onde se quer mudar. Também será avaliado se o candidato é da região de onde está a instituição desejada ou se ele já possui alguma graduação.
O objetivo com o novo sistema é que não haja cadeiras vazias no ensino superior público federal, que no momento já possui 1.180.068 vagas, com praticamente nenhum custo adicional. A previsão é que o SiSU das vagas remanescentes seja lançado ainda no primeiro semestre de 2016.
*com informações do MEC


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

UFMG está à caça de alunos para o curso de Medicina

Com as aulas a todo o vapor e em pleno setembro, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), quem diria, ainda está à procura de candidatos para ocupar 174 vagas. A maior instituição de ensino superior do estado convoca excedentes de 49 cursos para se matricular amanhã e quinta-feira. Grande parte das cadeiras vazias (24) está no curso de medicina, o mais procurado da instituição e que, no último vestibular, alcançou a concorrência de 50 candidatos por vaga. Procedimento comum entre as instituições particulares, pela primeira vez, a UFMG chega à oitava chamada de aprovados no vestibular 2012 e ao recorde de 116 excedentes convocados em medicina.

A instituição, que ofereceu 6.670 vagas no processo seletivo do ano passado, atribui o quadro a um fenômeno nacional posterior à adoção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no processo seletivo das instituições públicas de ensino superior e tem na medicina, a maior e mais disputada graduação, também seu efeito mais evidente. Com 24 vagas ainda disponíveis, a UFMG já teve este ano um total de 53 cadeiras à espera de estudantes em medicina, o correspondente a 16% das 320 vagas ofertadas. 

O histórico de excedentes convocados no curso dá um panorama da situação. Enquanto em 2010, apenas 17 alunos foram chamados para se matricular tardiamente, esse número passou para 109 no ano seguinte, quando o Enem foi substituído pela primeira etapa do vestibular da UFMG. Este ano, o número de excedentes bate novo recorde com 116 alunos já convocados até agora. Bom para a estudante Raquel Gil, de 21 anos. Classificada na 436ª posição em medicina, ela foi a 116ª candidata chamada na oitava lista de aprovados para se matricular na UFMG.

A notícia mudou os rumos da vida dela, que já estava cursando o primeiro período de medicina em Viçosa e agora, de volta a Belo Horizonte, se prepara para ingressar na federal de Minas. “Imaginei que poderia ser aprovada porque no ano passado chamaram 109 candidatos”, conta, sem conter a felicidade. A garota acredita que o grande número de excedentes convocados esteja relacionado a alunos como ela, que fez vestibular em cinco instituições e foi aprovada em todos eles. “Também tentei no Rio e em São Paulo. Com o Enem ficou mais fácil tentar vestibulares em outros lugares”, afirma.

 pró-reitora de graduação da UFMG, Antônia Vitória Aranha, confirma que o aumento do número de chamadas na UFMG está relacionado ao Enem. “Estamos vivendo uma nova realidade e alunos de todos os cantos se inscrevem nos vestibulares das federais. Isso traz uma diversidade interessante, mas também inconvenientes”, ressalta, citando o caso da federal do Acre. “O curso de medicina no Acre, embora tenha sido bem avaliado, não teve nenhum inscrito na primeira chamada. Isso porque os aprovados optam pela universidade mais cômoda para a realidade dele”, conta.