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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência

Um estudo recentemente publicado em janeiro de 2013 na revista científica Psychological Science in the Public Interest avaliou dez técnicas comuns de aprendizagem para classificar quais possuem de fato a melhor utilidade.
O resultado do paper (íntegra aqui) traz algumas surpresas para o estudante.
Técnicas bastante populares no Brasil, como resumir, grifar, utilizar mnemônicos, visualizar imagens para apreensão de textos e reler conteúdos foram classificadas como as de utilidade mais baixa.
Três práticas foram encaradas como de utilidade moderada: interrogação elaborativa, auto-explicação e estudo intercalado.
E as duas que obtiveram o mais alto grau de utilidade na aprendizagem foram as técnicas de teste prático e prática distribuída.
É a ciência desaprovando boa parte do meu método de estudo, muito baseado em resumos, grifos, mnemônicos e mapas mentais. Por outro lado, foi confirmada a impressão que eu tinha de que a realização de exercícios em doses cavalares era extremamente efetiva para o estudo para concursos públicos.
Lembre-se de que o ranking reflete os resultados do estudo, porém cada pessoa tem o seu estilo de estudo e nada está escrito em pedra. Dito isto, falemos agora sobre as dez técnicas, das piores para as melhores.

Grifar (utilidade: baixa)

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Tão fácil quanto ineficiente.
Prepara-se para dar um descanso ao seu grifador amarelo. O estudo aponta que a técnica de apenas grifar partes importantes de um texto é pouco efetiva pelos mesmos motivos pelos quais é tão popular: praticamente não requer esforço.
Ao fazer um grifo, seu cérebro não está organizando, criando ou conectando conhecimentos. Então, grifar só pode ter alguma (pouca) utilidade quando combinada com outras técnicas.

Releitura (utilidade: baixa)

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Deixa eu ler pela quinta vez…
Reler um conteúdo, em regra, é menos efetivo do que as demais técnicas apresentadas. O estudo, no entanto, mostrou que determinados tipos de leitura (massive rereading) podem ser melhores do que resumos ou grifos, se aplicados no mesmo período de tempo. A dica é reler imediatamente depois de ler, por diversas vezes.

Mnemônicos (utilidade: baixa)

mnemonico 595x446 As 10 melhores técnicas de estudo, segundo a ciência
Remember, remember, SoCiDiVaPlu.
Segundo o dicionário Houaiss, mnemônico é algo relativo à memória; que serve para desenvolver a memória e facilitar a memorização (diz-se de técnica, exercício etc.); fácil de ser lembrado; de fácil memorização.
Em apostilas e sites de concursos públicos, é muito comum ver o uso de mnemônicos com as primeiras letras ou sílabas, como SoCiDiVaPlu para decorar os fundamentos da República Federativa do Brasil (artigo 1º da Constituição).
O estudo da Psychological Science in the Public Interest mostrou que os mnemônicos só são efetivos quando as palavras-chaves são importantes e quando o material estudado inclui palavras-chaves fáceis de memorizar.
Assuntos que não se adaptam bem a geração de palavras-chaves não conseguiram ser bem aprendidos com o uso de mnemônicos. Então, utilize-os em casos específicos e pouco tempo antes de teste.

Visualização (utilidade: baixa)

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Exemplo de mapa mental.
Os pesquisadores pediram que estudantes imaginassem figuras enquanto liam textos. O resultado positivo foi apenas em relação a memorização de frases. Em relação a textos mais longos, a técnica mostrou-se pouco efetiva.
Surpreendentemente (ao menos para mim), a transformação das imagens mentais em desenhos também não demonstrou aumentar a aprendizagem e ainda trouxe o inconveniente de limitar os benefícios da imaginação.
Isso não invalida completamente o uso de mapas mentais para estudos, já que esses consistem além de desenho a conexão de ideias e conceitos.
De qualquer maneira, o resultado do estudo é que a visualização não é uma técnica efetiva para provas que exijam conhecimentos inferidos de textos.

Resumos (utilidade: baixa)

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Vou resumir para você.
Resumir os pontos mais importantes de um texto com as principais ideias sempre foi uma técnica quase intuitiva de aprendizagem.
O estudo mostrou que os resumos são úteis para provas escritas, mas não para provas objetivas.
Embora tenha sido classificado como de utilidade baixa, a técnica de resumir ainda é mais útil do que grifar e reler textos. O paper diz que a técnica pode ser uma estratégia efetiva para estudantes que já são hábeis em produzir resumos.

Interrogação elaborativa (utilidade: moderada)

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Por que é que a vida é assim?
A técnica de interrogação elaborativa consiste em criar explicações que justifiquem por que determinados fatos apresentados no texto são verdadeiros.
O estudante devem concentrar-se em perguntas do tipo Por quê? em vez de O quê?.
Seguindo o exemplo que demos pouco antes, em vez de decorar um mnemônico como SoCiDiVaPlu, o ideal seria perguntar-se por que o Brasil adota a dignidade da pessoa humana como fundamento da República? E buscar a resposta na origem do estado democrático de Direito e na adoção do princípio da dignidade da pessoa humana pelas principais democracias ocidentais após a Revolução Francesa.
Note que esse tipo de estudo requer um esforço maior do cérebro, pois concentra-se em compreender as causas de determinado fato, investigando suas origens.
Falando especificamente de concursos públicos, a interrogação elaborativa é um grande diferencial na hora de responder redações e questões discursivas.

Auto-explicação (utilidade: moderada)

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Entendeu, Eu Mesma?
A auto-explicação mostrou-se ser uma técnica útil para aprendizagem de conteúdos mais abstratos. Na prática, trata-se de ler o conteúdo e explicá-lo com suas próprias palavras para você mesmo.
O estudo mostrou que a técnica é mais efetiva se utilizada durante o aprendizado, e não após o estudo.

Estudo intercalado (utilidade: moderada)

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Vou alternar as matérias, na ordem dessa pequena pilha.
O estudo intercalado é o que chamamos de rotação de matérias em posts anteriores.
A pesquisa procurou saber se era mais efetivo estudar tópicos de uma vez ou intercalando diferentes tipos de conteúdos de uma maneira mais aleatória.
Os cientistas concluíram que a intercalação tem utilidade maior em aprendizados envolvendo movimentos físicos e tarefas cognitivas (como ciências exatas).
O principal benefício da intercalação, como já havíamos observado, é fazer com que a pessoa consiga manter-se mais tempo estudando.

Teste prático (utilidade: alta)

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Simular é o melhor caminho.
Realizar testes práticos sobre o que você está estudando é uma das duas melhores maneiras de aprendizagem. A pesquisa científica mostrou que realizar testes práticos é até duas vezes mais eficiente do que outras técnicas.
No caso específico de concursos públicos, a recomendação é fazer toneladas de exercícios de provas anteriores. Não apenas do cargo para o qual você está estudando, mas qualquer tipo de questão que encontrar pela frente.
Como já recomendamos anteriormente, a maneira mais fácil de realizar testes é utilizando sistemas específicos para isso, como o site Questões de Concursos.

Prática distribuída (utilidade: alta)

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Vou rever o conteúdo a cada 15 dias.
A prática distribuída consiste em distribuir o estudo ao longo do tempo, em vez de concentrar toda a aprendizagem em um bloco só (a.k.a. na véspera da prova).
Pesquisas mostram que o tempo ótimo de distribuição das sessões de estudo é de 10% a 20% do período que o conteúdo precisa ser lembrado. Por essa conta, se você quer lembrar algo por cinco anos, vocÊ deve espaçar seu aprendizado a cada seis meses. Se quer lembrar por uma semana, deve estudar uma vez por dia.
A prática distribuída também pode ser interpretada como a distribuição do estudo em pequenos períodos ao longo do dia, intervalando com períodos de descanso. Por exemplo, uma hora de manhã, uma hora à tarde e outra hora à noite.
Essa é exatamente a teoria de Tony Schwartz aplicada em técnicas de timebox como a Pomodoro Technique.

Quais as suas técnicas de estudo?

Se você está estudando algo, seja para concursos ou não, deixe suas opiniões sobre a pesquisa na caixa de comentários.
Quais dessas técnicas você utiliza? Você concorda com os resultados? Que outras técnicas de estudo você recomendaria?
Fonte: Big Think

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Técnicas de aprendizagem .

Diante da crescente quantidade de informação produzida no mundo, torna-se cada vez mais difícil para uma pessoa manter-se actualizada, especialmente se forem utilizados os métodos convencionais de ensino e aprendizagem. Com o advento da rede mundial de computadores - a internet - o problema começa a deixar de ser a obtenção da informação, passando a ser: como transformar tanta informação em conhecimento? Como aprender tudo o que se precisa saber para poder agir com eficácia e eficiência nesta sociedade global? Como desenvolver uma visão profunda e holística do Universo, evitando mergulhar na mera especialização crescente, na qual se sabe cada vez mais sobre cada vez menos?

A saída para o ser humano é a utilização de nossos recursos não conscientes, uma vez que, conforme uma das pressuposições da PNL (programação neuro-linguística), "já dispomos de todos os recursos internos de que necessitamos", faltando apenas sermos capaz de utilizá-los nos momentos e contextos apropriados.

O século XXI será marcado pela utilização maciça de recursos não conscientes na aprendizagem, pois a mente consciente não mais será capaz de lidar, sozinha, com a crescente complexidade da rede de informações disponível para o ser humano.

E essa mudança teve origem há aproximadamente 40 anos atrás...

Bulgária, Década de 60: a Aprendizagem Acelerada
A partir de estudos iniciados na década de 60, um médico búlgaro - Dr. Georgi Lozanov - criou um método de instrução altamente eficiente, baseado na aplicação de elementos da Teoria da Sugestão à aprendizagem em sala de aula. A sua disciplina, denominada Sugestologia, tratava do "estudo científico da sugestão", com vistas ao aproveitamento do potencial do cérebro, inicialmente para fins militares. A sua aplicação à aprendizagem foi denominada Sugestopedia.

Em 1966, o governo búlgaro autorizou a abertura de um Centro de Sugestopedia em Sofia, com o objectivo de aprofundar as aplicações daquela disciplina, especialmente no ensino de idiomas estrangeiros. Lozanov utilizava técnicas de relaxamento oriundas da yoga, além de aplicações inusitadas da música clássica.

Lozanov acreditava na existência de reservas presentes nos seres humanos, as quais podem ser activadas através de actividade mental inconsciente. Sabemos que tal tipo de actividade mental pode ser provocada a partir do poder da sugestão.

A análise do método utilizado por Lozanov permitiu determinar os principais pontos do mesmo:

- apresentação do material didático à mente consciente dos alunos, de modo a despertar a curiosidade e manter o interesse;
- apresentação do material didático à mente não consciente dos alunos, utilizando música e respiração rítmica para induzir um estado de relaxamento favorável à absorção dos conhecimentos;
- activação do material absorvido, através de actividades que objectivam trazê-lo à consciência.

Pode-se dizer, então, que um método utiliza os princípios da Aprendizagem Acelerada se ele inclui essa sequência de procedimentos acima.

Inglaterra, Década de 70: Os Mind Maps®
Na década de 70, o inglês Tony Buzan criou uma ferramenta simples, porém revolucionária: o Mind Map. Alguns livros traduzem essa expressão como "Mapa Mental", o que é a nosso ver uma tradução literal inadequada.

O Mind Map é um tipo de desenho utilizado para organizar e memorizar um assunto ou conhecimento.

O que um estudante faz, quando quer aprender uma disciplina? Normalmente lê a matéria e, em seguida, elabora um resumo. Ocorre que, conforme estudos realizados sobre o cérebro, os resumos verbais sensibilizam primordialmente o hemisfério cerebral esquerdo, enquanto as figuras e cores de um Mind Map vão sensibilizar também o lado direito do cérebro. Dessa forma, é interessante substituir os tradicionais resumos escritos pelos desenhos criados por Buzan.

Estados Unidos, Década de 80: A Leitura Fotográfica
Em 1986 o americano Paul Sheele, de Minneapolis, iniciou o ensino de uma técnica por ele denominada PhotoReadingä, ou FotoLeitura. Neste método o praticante examina o material a ser estudado, com o objectivo de adquirir um conhecimento inicial do assunto e, principalmente, de despertar sua própria curiosidade e desenvolver a motivação necessária ao passo seguinte. Em seguida, o praticante simplesmente olha para as páginas do livro, depois de entrar em um estado de relaxamento e utilizando uma forma especial de dirigir o olhar para as páginas. Esse procedimento é executado à velocidade aproximada de uma página por segundo. Finalmente, depois de dormir uma noite e deixar que o material seja integrado, o praticante passa à terceira fase, na qual o material absorvido é ativado, ou seja, trazido gradativamente à consciência do "fotoleitor".

É interessante notar que essa "leitura fotográfica" pode ser considerada um método derivado da aprendizagem acelerada, uma vez que utiliza os três passos básicos da sequência de Lozanov: apresentação do material à mente consciente, exposição do material à mente inconsciente e ativação - recuperação do material para a mente consciente.

Brasil, Década de 90: A Leitura Acelerada
A partir das idéias de Buzan, desenvolvemos os conceitos de Memoforma® e Memograma®.

Uma Memoforma é qualquer recurso destinado a facilitar a memorização. Quando você lê um texto e produz um resumo, com o objectivo de memorizá-lo, esse resumo é uma Memoforma. Não é necessário que uma Memoforma seja um objecto palpável: se você visualizar um procedimento, através de uma série de imagens, com o objectivo de memorizar os passos para a sua execução, esse "filme" mental também será uma Memoforma. E assim, são Memoformas: textos, desenhos, diagramas, objectos, colagens, pinturas, lugares, posturas corporais, etc. Na verdade, qualquer coisa que seja deliberadamente associada a um conteúdo a ser memorizado poderá ser considerada uma Memoforma.

Um Memograma é uma memoforma expressa sob a forma de um diagrama.

Então, um Memograma é inicialmente muito parecido com um Mind Map. Conforme você se desenvolve na construção e utilização desses desenhos, muitas coisas vão acontecendo. Num certo momento, esses desenhos não mais ficarão no papel. Ficarão dentro do seu cérebro. Você construirá uma biblioteca na sua mente, e arquivará os desenhos em estantes, corredores e salões virtuais. E, quando precisar do conhecimento contido em um deles, você irá buscar o desenho e o consultará. E isso acontecerá gradativamente, conforme você praticar.

Você pode usar técnicas de imaginação e auto-hipnose para acelerar esse processo. Pode criar figuras metafóricas que o ajudem a sensibilizar sua mente inconsciente. Eu gosto de trabalhar com o Modelo de Partes. Acredito que tenho uma parte inconsciente que me ajuda a aprender, e falo com ela. Outras pessoas não acham que possuem partes. Preferem falar com guias interiores: um velho sábio, por exemplo, que é capaz de orientá-las na aprendizagem. Outras, ainda, preferem simplesmente entrar em transe hipnótico e pedir à sua mente inconsciente que cuide de tudo para elas. Cada um deve usar a técnica que funcione melhor para si.

E, se você combinar os Memogramas, as idéias da Leitura Fotográfica e as técnicas de acesso à mente inconsciente, você terá a Leitura Acelerada. Nós ensinamos essas técnicas desde 1995, em nosso "workshop" Aprendizagem Acelerada. Mais de quinhentas pessoas já passaram pela experiência de serem introduzidas a esses conceitos revolucionários.

Século 21: o Inconsciente na Aprendizagem
No século que adentramos, a sobrevivência pessoal e profissional de cada um de nós estará vinculada à capacidade de utilizar recursos inconscientes actualmente guardados sob a forma de potenciais não desenvolvidos.

Texto original da autoria de Maurício Aguiar, Engenheiro, Analista de Sistemas e Master Practitioner em PNL. Coordenador do Grupo de Interesse em PNL da SUCESU-RJ. Especialista em Aprendizagem. Co-autor do livro "Aprendizagem Acelerada", Editora Gente.
As técnicas aqui descritas são aplicadas no MentalGinasium e no Ginásio de Aprendizagem do Instituto da Inteligência.

posted by Nelson S. Lima @ 11:35
fonte:http://aprenderefacil.blogspot.com/2006/02/tcnicas-revolucionrias-de-aprendizagem.html