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terça-feira, 19 de maio de 2015

MEC autoriza criação de 176 vagas de medicina em universidades federais

O Ministério da Educação (MEC) autorizou a criação de 176 novas vagas em três novos cursos de Medicina de universidades federais em Santa Catarina, Tocantins e Alagoas. O aumento é parte da política nacional de Expansão das Escolas Médicas das Instituições Federais de Educação Superior, instituído em 2013. Os dados foram publicados nesta terça, 19, no Diário Oficial da União.

A criação de vagas ocorre no âmbito do Programa Mais Médicos e deve priorizar o atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) como elemento central do projeto pedagógico do curso. A priorização é dada a locais onde a relação de vagas em cursos de Medicina por 10 mil habitantes é inferior a 1,34.

Em Santa Catarina, a Universidade Federal da Fronteira do Sul, câmpus Chapecó, deverá ter 40 vagas anuais. Em Tocantins, serão 56 vagas para a Universidade Federal de Tocantins, no câmpus Araguaína. Já a Universidade Federal de Alagoas, câmpus Arapiraca, deve receber curso com 80 vagas.

O Programa Mais Médicos prevê a criação de 11.447 novas vagas em cursos de Medicina até 2017 com foco na melhor distribuição da oferta de profissionais no País e nas regiões onde há necessidade de ampliar a formação de médicos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

MEC autoriza Medicina em mais 39 municípios brasileiros

Mantenedoras de IES (instituições de ensino superior) já podem propor, até o dia 23 de janeiro, a criação de cursos de medicina em 39 municípios com mais de 70 mil habitantes. É o que prevê o primeiro edital nos moldes do Programa Mais Médicos, que pretende aumentar as vagas nos locais carentes de médicos, lançado pelo Ministério da Educação.

Nenhuma das cidades determinadas na chamada pública tem curso de medicina. O Ministério da Educação levou em conta a necessidade social do curso, a estrutura da rede de saúde para as atividades práticas e a capacidade para abertura de programa de residência médica.

Entre os critérios para a seleção das IES que poderão abrir cursos de medicina estão os valores previstos para investimento na rede local de saúde e também a previsão de implantação de um programa de residência médica para  garantir a especialização dos profissionais após o fim da graduação.
Serão também critérios de avaliação a saúde financeira da instituição, uma boa nota no MEC nos cursos que já estejam em funcionamento e ainda o volume de adesão ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e ao Prouni (Programa Universidade para Todos), medidas consideradas essenciais pelo governo para fazer com que o curso seja acessível aos estudantes de baixa renda.

O Brasil tem 21.674 vagas autorizadas para cursos de medicina. Deste total, 11.269 estão no interior e 10.045 em capitais. Entre as 39 cidades contempladas na chamada pública nenhuma é capital de Estado. Depois da inscrição, o Ministério da Educação fará visitas às IES e mantenedoras inscritas para verificar se a instituição tem condições de abrir o curso de medicina. Só podem apresentar propostas as mantenedoras legalmente constituídas no país que tenham, pelo menos, uma instituição de ensino credenciada integrante do sistema federal.

Segundo o governo brasileiro, faltam médicos no país e por isso há tantas regiões sem assistência desses profissionais. Para suprir essa carência, em junho de 2013, foi criado o Programa Mais Médicos, que até agora levou cerca de 14 mil médicos, na maioria cubanos, para regiões necessitadas, e que também prevê que novos cursos de medicina só serão abertos com o lançamento de edital pelo governo, determinando os locais onde há interesse em ter mais profissionais.
A meta do governo é criar, até 2018, mais 11,5 mil vagas de graduação em medicina e 12,4 mil de residência médica, com o foco nas áreas prioritárias para o SUS (Sistema Único de Saúde).