Mantenedoras de IES (instituições de ensino superior) já podem
propor, até o dia 23 de janeiro, a criação de cursos de medicina em 39
municípios com mais de 70 mil habitantes. É o que prevê o primeiro
edital nos moldes do Programa Mais Médicos, que pretende aumentar as
vagas nos locais carentes de médicos, lançado pelo Ministério da
Educação.
Nenhuma das cidades determinadas na chamada pública tem curso de
medicina. O Ministério da Educação levou em conta a necessidade social
do curso, a estrutura da rede de saúde para as atividades práticas e a
capacidade para abertura de programa de residência médica.
Entre os critérios para a seleção das IES que poderão abrir cursos de
medicina estão os valores previstos para investimento na rede local de
saúde e também a previsão de implantação de um programa de residência
médica para garantir a especialização dos profissionais após o fim da
graduação.
Serão também critérios de avaliação a saúde financeira da
instituição, uma boa nota no MEC nos cursos que já estejam em
funcionamento e ainda o volume de adesão ao Fies (Fundo de Financiamento
Estudantil) e ao Prouni (Programa Universidade para Todos), medidas
consideradas essenciais pelo governo para fazer com que o curso seja
acessível aos estudantes de baixa renda.
O Brasil tem 21.674 vagas autorizadas para cursos de medicina. Deste
total, 11.269 estão no interior e 10.045 em capitais. Entre as 39
cidades contempladas na chamada pública nenhuma é capital de Estado.
Depois da inscrição, o Ministério da Educação fará visitas às IES e
mantenedoras inscritas para verificar se a instituição tem condições de
abrir o curso de medicina. Só podem apresentar propostas as mantenedoras
legalmente constituídas no país que tenham, pelo menos, uma instituição
de ensino credenciada integrante do sistema federal.
Segundo o governo brasileiro, faltam médicos no país e por isso há
tantas regiões sem assistência desses profissionais. Para suprir essa
carência, em junho de 2013, foi criado o Programa Mais Médicos, que até
agora levou cerca de 14 mil médicos, na maioria cubanos, para regiões
necessitadas, e que também prevê que novos cursos de medicina só serão
abertos com o lançamento de edital pelo governo, determinando os locais
onde há interesse em ter mais profissionais.
A meta do governo é criar, até 2018, mais 11,5 mil vagas de graduação
em medicina e 12,4 mil de residência médica, com o foco nas áreas
prioritárias para o SUS (Sistema Único de Saúde).
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
MEC anuncia mudanças nos programas Fies e Prouni para 2015
O Ministério da Educação (MEC) anunciou mudanças nos programas Fies e Prouni para 2015. Conforme portaria publicada ontem, 29/12, no Diário Oficial da União,
não será mais permitida a utilização simultânea dos dois programas para
que o estudante faça cursos em instituições diferentes.
A portaria definiu também que para solicitar o Fies, o estudante concluinte do ensino médio a partir do ano letivo de 2010, deve ter média mínima de 450 no Enem e não ter zerado na redação. Professores da rede pública estão fora da regra.
Estudantes com bolsa parcial do Prouni podem requerer o Fies para cobrir o restante dos custos se ambos os benefícios se destinarem ao mesmo curso. Porém, a soma dos benefícios não pode ter valor superior às despesas estudantis.
O estudante que ficou em situação irregular deve encerrar o financiamento do Fies, caso opte pela bolsa do Prouni, ou, ainda, abrir mão da bolsa, se quiser contratar ou renovar o Fies.
A portaria definiu também que para solicitar o Fies, o estudante concluinte do ensino médio a partir do ano letivo de 2010, deve ter média mínima de 450 no Enem e não ter zerado na redação. Professores da rede pública estão fora da regra.
Estudantes com bolsa parcial do Prouni podem requerer o Fies para cobrir o restante dos custos se ambos os benefícios se destinarem ao mesmo curso. Porém, a soma dos benefícios não pode ter valor superior às despesas estudantis.
O estudante que ficou em situação irregular deve encerrar o financiamento do Fies, caso opte pela bolsa do Prouni, ou, ainda, abrir mão da bolsa, se quiser contratar ou renovar o Fies.
Jim Withers, médico das ruas
O doutor Jim Withers, de Pittsburgh, na Pensilvânia, tem dedicado os últimos 20 anos de sua vida ao tratamento dos moradores de rua da cidade. Ele ficou conhecido como o “médico de rua”, já que ele se veste como uma pessoa sem-teto e sai à noite para prestar cuidados médicos aos reais necessitados.
O médico começou a sua prática incomum e extraordinária em 1992, juntamente com Mike Sallows, um ex-morador de rua. Os dois saíram à noite com mochilas cheias de comida, medicamentos e materiais para pronto-atendimento. Pelas suas contas, ele estima ter tratado mais de 1.200 pessoas desabrigadas por ano desde que começou.
Hoje, sua iniciativa evoluiu para uma rede nacional de estudantes de medicina e voluntários que tratam os moradores de rua, quatro noites por semana. O serviço noturno se tornou uma organização sem fins lucrativos, a Operation Safety Net, que é uma das primeiras ONG’s a oferecer programas de medicina de rua em tempo integral nos Estados Unidos.
Fonte: http://www.hypeness.com.br/2014/01/conheca-a-historia-do-medico-que-ha-mais-de-20-anos-se-veste-de-mendigo-para-tratar-moradores-de-rua/Site sobre o
Street Medicine Institute
Organização sem fins lucrativos
No facebook: https://www.facebook.com/StreetMedicineInstitute
No facebook: https://www.facebook.com/StreetMedicineInstitute
Reportagem do Fantástico com Dr. Jim Withers
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
SISU terá somente uma chamada
CONFIRMADO, no próximo SISU não haverá SEGUNDA chamada. A segunda chamada, e as posteriores, será feita somente pelas Universidades. Para concorrer a uma vaga à partir da segunda chamada o aluno deverá declarar interesse pela vaga, no site do SISU/INEP (só pode na vaga de primeira opção) e acompanhar as chamadas no site da Instituição que escolheu.
Outra novidade do SISU 2015 será a adoção do CadÚnico (já utilizado em programas sociais do governo) para comprovação de renda dos cotistas.
CONFIRMADO, no próximo SISU não haverá SEGUNDA chamada. A segunda chamada, e as posteriores, será feita somente pelas Universidades. Para concorrer a uma vaga à partir da segunda chamada o aluno deverá declarar interesse pela vaga, no site do SISU/INEP (só pode na vaga de primeira opção) e acompanhar as chamadas no site da Instituição que escolheu.
Com isto o aluno só poderá concorrer à sua segunda opção na primeira chamada. Segunda e demais chamadas valerão somente para a primeira opção do aluno.
O SISU, com a mudança, abrirá as inscrições entre 19 e 24 de Janeiro. Os resultados do ENEM 2014 devem ser divulgados entre 2 e 5 de Janeiro de 2015. A previsão é que o resultado do SISU seja divulgado no dia 26 de Janeiro. No mesmo dia deve abrir a inscrição pra lista de espera, com previsão de divulgação de chamada (a segunda), pelas próprias Universidades, no dia 13 de Fevereiro.
A mudança é boa, mas deveria ter sido avisada anteriormente para os estudantes que desejam concorrer a uma vaga pelo SISU. Serão todos pegos de surpresa.
Apesar do MEC ainda não ter anunciado, oficialmente, a mudança para o SISU 2015, as Universidades que adotam o ENEM como forma de seleção já estão informadas e várias delas já divulgam calendários, em seus sites, considerando as mudanças que o SISU apresentará no começo do ano.
Ter uma só chamada beneficia quem sabe, com segurança, o curso, e o local, que quer fazer o ensino público superior. Diminui a especulação de quem ‘brinca’ no Sistema (no SISU).
Prejudica quem ‘topa’ vários cursos e/ou lugares.
Outra novidade do SISU 2015 será a adoção do CadÚnico (já utilizado em programas sociais do governo) para comprovação de renda dos cotistas.
Quem está disposto a “mentir” a renda para o SISU terá muitas dificuldades a partir desta nova edição.
Universidade Federal de Alagoas e Universidade Federal do Sergipe estão entre as Universidades que já divulgaram, para suas comunidades acadêmicas, o calendário e as novidades do SISU 2015.
A adoção de uma única chamada pelo SISU atende proposta feita, para o MEC/INEP, por várias Universidades que adotam o ENEM. Já em 2014 participei de um debate, em uma TV do Nordeste, em que o pró-reitor de graduação da Universidade Federal do Ceará adiantou esta possibilidade.
domingo, 28 de dezembro de 2014
Resultados Enem
O resultado do Enem de 2010 (onde teve eleições) foi no dia 14/01:
E o Sisu abriu dia 17/01/2011
O resultado do Enem 2011 foi no dia 21/12 :
Http://g1.globo.com/.../mec-divulga-notas-do-enem-2011.html e o Sisu a partir do dia 06/01/2012
O resultado do Enem 2012 (onde teve eleições) foi no dia 28/12 -sexta-feira.
sisu: 7 (seg) a 11 (sex) de janeiro de 2013
resultado do Enem 2013 foi dia 03/01/2014
Sisu 2014: Sisu: 6 (seg) a 10 (sex) de janeiro de 2013 matricula primeira chamada: 17 (sex) 20 (seg) 21 (ter) de janeiro
E o Sisu abriu dia 17/01/2011
O resultado do Enem 2011 foi no dia 21/12 :
Http://g1.globo.com/.../mec-divulga-notas-do-enem-2011.html e o Sisu a partir do dia 06/01/2012
O resultado do Enem 2012 (onde teve eleições) foi no dia 28/12 -sexta-feira.
sisu: 7 (seg) a 11 (sex) de janeiro de 2013
resultado do Enem 2013 foi dia 03/01/2014
Sisu 2014: Sisu: 6 (seg) a 10 (sex) de janeiro de 2013 matricula primeira chamada: 17 (sex) 20 (seg) 21 (ter) de janeiro
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
MEC cria mais vagas em cursos de medicina no Rio, Paraíba e TO
Portaria com autorização foi publicada no Diário Oficial desta quarta (3).
Universidades contempladas foram Unirio, UFPB e UFT.
O Ministério da Educação criou mais vagas em cursos de medicina já existentes em três instituições federais brasileiras: Fundação Universidade Federal do Tocantins (UFT), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A portaria com a autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (3).
Segundo a portaria, a UFT, localizada em Palmas, passará a oferecer 100 vagas no curso de medicina. A Unirio, no Rio de Janeiro, vai disponibilizar 160 vagas; e na UFPB, em João Pessoa, haverá outras 145. O aumento de vagas ocorreu em resposta a um pedido das três universidades.
OMS alerta para o baixo número de médicos no Brasil
Segundo a OMS, há 17,6 médicos no Brasil para cada 10 mil pessoas. Número é a metade do encontrado em países europeus e Maranhão tem índice comparado a Iraque e Índia.
O Brasil tem, proporcionalmente à população, metade dos médicos dos
países europeus - no Norte e Nordeste, essa taxa se aproxima à de alguns
dos países mais pobres do mundo. Dados que serão divulgados nesta
segunda-feira (20), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na abertura
de sua assembleia anual, em Genebra, revelam que a média de
profissionais para cada 10 mil pessoas no Brasil está abaixo da do
continente americano e é bastante inferior à dos países ricos.
Segundo a OMS, há 17,6 médicos no Brasil para cada 10 mil pessoas. A taxa é um pouco inferior à média do restante dos países emergentes - 17,8. O índice também é inferior à média das Américas (mais de 20).
Mas é a comparação com os países ricos, principalmente da Europa, que revela a disparidade entre a situação no Brasil e nas economias desenvolvidas. Em geral, existem duas vezes mais médicos na Europa que no Brasil - 33,3 a cada 10 mil habitantes. São 48 médicos na Áustria a cada 10 mil cidadãos, contra 40 na Suíça, 37 na Bélgica, 34 na Dinamarca, 33 na França, 36 na Alemanha e 38 na Itália.
No Nordeste, a taxa é de 12 médicos para cada 10 mil pessoas - no Maranhão, chega a 7 médicos por 10 mil, taxa equivalente à da Índia ou do Iraque. A situação mais dramática, porém, é ainda da África, com apenas 2,5 médicos a cada 10 mil habitantes. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
UEMS aprova a criação do curso de Medicina
O
Conselho de Ensino e Pesquisa (CEPE) da Universidade Estadual do Mato
Grosso do Sul (UEMS) aprovou em votação histórica na tarde de ontem, 24,
a criação do curso de Medicina, ocorrida no anfiteatro da sede da UEMS,
em Dourados.
Os membros do Conselho chancelaram, por expressiva votação, a criação da graduação em Medicina que será ofertada pela unidade universitária de Campo Grande, atendendo uma demanda nacional em favor da expansão do número de ofertas de vagas para profissionais de medicina e contribuindo para que a UEMS se fortaleça, ainda mais, no cenário regional.
A criação do bacharelado em Medicina da UEMS foi efetivada em sequência à votação favorável do projeto pedagógico do curso, aprovado no dia anterior, quando foi apreciado pela Câmara de Ensino do CEPE. O curso tem previsão de ofertar 48 vagas, com um tempo de integralização de, no mínimo, 6 e, no máximo, 8 anos.
A UEMS será a primeira universidade do país a garantir, por meio de cotas permanentes, o ingresso de negros e indígenas a um curso de Medicina consolidando a política institucional voltada às minorias e fortalecendo o papel da Universidade em oportunizar o acesso dessas populações ao ensino superior com qualidade.
Para o reitor Fábio Edir, o Conselho efetiva a criação do curso de Medicina, acreditando na relevância da oferta dessa graduação pela UEMS.
"O curso contribui em muitos aspectos para o MS, valendo destacar dois: a contribuição na formação de médicos, dada a necessidade urgente destes profissionais para o estado, e a promoção da inclusão social pioneira de indígenas e negros a um curso de Medicina, uma vez que a política de cotas também vai contemplar as minorias, neste bacharelado", ressalta.
A secretária de Estado de Educação Nilene Badeca, que acompanhou toda a sessão ordinária desta quarta-feira, afirmou que "o curso de Medicina representa um crescimento exponencial para a UEMS, e vem suprir a carência na formação de mais médicos para a nossa região e para o país". Na opinião da secretária, o curso vai atender aos jovens que queiram cursar Medicina, ao passo que também vai auxiliar no atendimento à saúde da população do Mato Grosso do Sul, com prioridade às minorias da sociedade.
A professora Márcia Alvarenga, membro da Comissão de Estudos para a criação do curso de Medicina, entende que a graduação é um projeto de extrema importância, sendo o segundo curso na área de saúde a ser ofertado pela UEMS. "Além de favorecer uma maior visibilidade da instituição a nível regional e nacional, o curso surge com o princípio da relevância social para atendimento à população", garante Márcia.
Para a representante da Secretaria de Estado de Saúde, Magali Sanches, a oferta da curso de Medicina pela UEMS "é providencial, uma vez que o estado está abaixo no índice nacional que relaciona vagas e médicos por habitante, conforme dados da SGTES (Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde), órgão do Ministério da Saúde", informou.
A proposta de criação do curso de Graduação em Medicina pela UEMS atende a uma das orientações de expansão do número de vagas para formação de médicos no Brasil, lançada em 05 de junho de 2012 pelo Ministério da Educação. Este processo visa à formação de médicos para enfrentar os desafios atuais do Sistema Único de Saúde no Brasil e a necessidade de permanência e fixação de profissionais médicos em áreas onde há carência destes profissionais.
Além dos membros do Conselho, representando todas as 15 unidades universitárias da UEMS, estiveram presentes representantes da classe médica, acadêmicos da Universidade, e componentes das comunidades negra e indígena.
Os membros do Conselho chancelaram, por expressiva votação, a criação da graduação em Medicina que será ofertada pela unidade universitária de Campo Grande, atendendo uma demanda nacional em favor da expansão do número de ofertas de vagas para profissionais de medicina e contribuindo para que a UEMS se fortaleça, ainda mais, no cenário regional.
A criação do bacharelado em Medicina da UEMS foi efetivada em sequência à votação favorável do projeto pedagógico do curso, aprovado no dia anterior, quando foi apreciado pela Câmara de Ensino do CEPE. O curso tem previsão de ofertar 48 vagas, com um tempo de integralização de, no mínimo, 6 e, no máximo, 8 anos.
A UEMS será a primeira universidade do país a garantir, por meio de cotas permanentes, o ingresso de negros e indígenas a um curso de Medicina consolidando a política institucional voltada às minorias e fortalecendo o papel da Universidade em oportunizar o acesso dessas populações ao ensino superior com qualidade.
Para o reitor Fábio Edir, o Conselho efetiva a criação do curso de Medicina, acreditando na relevância da oferta dessa graduação pela UEMS.
"O curso contribui em muitos aspectos para o MS, valendo destacar dois: a contribuição na formação de médicos, dada a necessidade urgente destes profissionais para o estado, e a promoção da inclusão social pioneira de indígenas e negros a um curso de Medicina, uma vez que a política de cotas também vai contemplar as minorias, neste bacharelado", ressalta.
A secretária de Estado de Educação Nilene Badeca, que acompanhou toda a sessão ordinária desta quarta-feira, afirmou que "o curso de Medicina representa um crescimento exponencial para a UEMS, e vem suprir a carência na formação de mais médicos para a nossa região e para o país". Na opinião da secretária, o curso vai atender aos jovens que queiram cursar Medicina, ao passo que também vai auxiliar no atendimento à saúde da população do Mato Grosso do Sul, com prioridade às minorias da sociedade.
A professora Márcia Alvarenga, membro da Comissão de Estudos para a criação do curso de Medicina, entende que a graduação é um projeto de extrema importância, sendo o segundo curso na área de saúde a ser ofertado pela UEMS. "Além de favorecer uma maior visibilidade da instituição a nível regional e nacional, o curso surge com o princípio da relevância social para atendimento à população", garante Márcia.
Para a representante da Secretaria de Estado de Saúde, Magali Sanches, a oferta da curso de Medicina pela UEMS "é providencial, uma vez que o estado está abaixo no índice nacional que relaciona vagas e médicos por habitante, conforme dados da SGTES (Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde), órgão do Ministério da Saúde", informou.
A proposta de criação do curso de Graduação em Medicina pela UEMS atende a uma das orientações de expansão do número de vagas para formação de médicos no Brasil, lançada em 05 de junho de 2012 pelo Ministério da Educação. Este processo visa à formação de médicos para enfrentar os desafios atuais do Sistema Único de Saúde no Brasil e a necessidade de permanência e fixação de profissionais médicos em áreas onde há carência destes profissionais.
Além dos membros do Conselho, representando todas as 15 unidades universitárias da UEMS, estiveram presentes representantes da classe médica, acadêmicos da Universidade, e componentes das comunidades negra e indígena.
Veja como é e quanto dura o curso de medicina em 15 países e no Brasil
A proposta do governo federal de ampliar a duração dos cursos de medicina no Brasil pode fazer com que o país passe a exigir no mínimo oito anos de estudo e prática dos estudantes para que eles consigam o diploma e o registro profissional de médico. O novo currículo aproxima o Brasil de países como Estados Unidos e África do Sul como os que exigem o maior período até que um médico seja permitido a exercer a profissão, segundo levantamento feito pelo G1 das regras de formação na área em 15 países.
Em todos eles, o curso de medicina é um dos mais compridos, exigentes e concorridos --em nenhum dos casos é possível se formar com menos de seis anos de estudos, como é a realidade brasileira atual. Além disso, todos preveem que, antes de receber o diploma e o registro profissional, o médico em formação tenha algum tipo de prática e contato com pacientes, sob o acompanhamento de professores e médicos já formados.

Essa parte do curso é conhecida como "clínica" e em geral acontece dentro do hospital, onde os alunos, orientados pelas universidades, são confrontados com diversos casos médicos e demonstram seu conhecimento sobre como diagnosticá-los e tratá-los. Antes da obtenção do diploma, parte dos países exige algum tipo de estágio nos moldes do divulgado pelo governo neste mês. Em alguns deles, esse trabalho é feito no formato de serviço social comunitário.
O levantamento considera apenas as fases obrigatórias para que o estudante receba o registro de médico. Em todos os casos, após essa etapa, os profissionais ainda seguem estudando em programas de residência (ou internato, termo usado em Portugal) e outros cursos de especialização e pós-graduação.
Modelos semelhantes
Os dois casos citados pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, como inspiração para o novo modelo brasileiro são o Reino Unido e a Suécia, que exigem no mínimo sete anos de preparação para a profissão médica.
Nas escolas britânicas, o curso é dividido em dois ciclos: no primeiro os estudantes têm aulas teóricas e práticas. No segundo, chamado Programa de Fundação, eles são alocados em clínicas e hospitais e, durante dois anos, sempre sob supervisão, demonstram terem aprendido os fundamentos ensinados na escola. Ao fim do primeiro ano, os supervisores do aluno decidem se ele está apto a receber o registro definitivo. Essa fase é administrada pelo Serviço Nacional de Saúde do país.
Na Suécia, os cinco anos e meio de faculdade são divididos em dois anos e meio de ciclo préclínico e três anos do ciclo clínico. Antes de se formarem, porém, os estudantes fazem um estágio com duração de 18 meses.
Outros países onde o estudante leva pelo menos sete anos para conseguir se tornar médico são Chile, Grécia e Rússia.
Graduação mais curta no Brasil
Em entrevista ao G1, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a inspiração tirada dos demais países foi "a ideia de implantar dois anos de concentração na atenção básica em saúde e na urgência e emergência, e que esses dois anos aconteçam no final da formação".
Segundo ele, o fato de o Brasil passar a ter uma das formações mais longas entre alguns dos principais países do mundo não significa que o currículo não possa ser alterado no futuro. "No modelo inglês, primeiro eles implantaram os dois anos de serviço e depois começaram a reduzir o primeiro ciclo", disse.
Ainda de acordo com o ministro, as regras do estágio ainda deverão ser detalhas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) nos próximos meses. Existe a possibilidade, por exemplo, de que os dois anos de formação possam contar como um ano de residência ou pós-graduação. Segundo ele, os anos extras na graduação poderão, assim, ser descontados no futuro.
Serviço social
Na Grécia, sete anos é a duração da formação em alguns casos, já que a fase de trabalho antes do diploma só é compulsório para os estudantes que desejam atuar em hospitais e serviços públicos. Nesse caso, eles precisam passar por um período de estágio em áreas rurais do país. Quem pretende atuar apenas em clínicas privadas não precisam passar por isso.
Além da Grécia, o Egito também exige que todo estudante de medicina atue na área durante um ano antes de conseguir o registro. No caso egípcio, o trabalho é feito em hospitais mantidos pelo governo.
Na Alemanha, o governo tem incentivado propostas de inovação e flexibilização no currículo. Por isso, o estágio obrigatório dos estudantes na área de enfermaria, que dura cerca de três meses, não precisa ser a última etapa antes da formatura.
No último ano dos cursos de medicina da África do Sul, os estudantes de medicina, assim como os que estão matriculados em qualquer curso na área da sáude, precisam cumprir o Serviço Comunitário Compulsório (CCS, na sigla em inglês). Esse programa foi instituído no fim da década de 1990 para suprir a falta de profissionais da área em várias partes do país e é mantido pelo Departamento de Saúde do governo do país. No total, os aspirantes sul-africanos a médicos levam oito anos para começar a exercer a profissão.
Nos EUA, o curso de medicina só é oferecido no nível de pós-graduação --é um dos poucos países onde isso acontece. Por isso, um estudante interessado em se tornar médico no país precisa, primeiro, fazer um curso de graduação (conhecido por lá como "undergraduate") que contemple os requisitos para o acesso a uma escola de medicina, como aulas de ciência.
Além disso, as universidades selecionam seus alunos com base em outros quesitos, como atividades extracurriculares. A duração da etapa que precede a formação médica de fato, na grande maioria dos casos, é de quatro anos.
Depois, os estudantes passam dois anos em salas de aulas e laboratórios e outros dois conhecendo a profissão de perto, em hospitais, antes de seguirem para a residência. No total, oito anos são necessários.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2014
MEC reprova 27 cursos de medicina no País; nenhuma graduação obteve nota máxima
O Ministério da Educação (MEC) reprovou a qualidade de 27 cursos de medicina do País, entre eles cinco graduações em universidades federais. Esses cursos obtiveram nota 2 no indicador de qualidade de curso (CPC) divulgado nesta quinta-feira (18), considerada insatisfatória.
O Conceito Preliminar de Curso (CPC) é um índice feito anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) com base no desempenho dos estudantes no Enade, nas condições de infraestrutura do curso e na formação do corpo docente, entre outras coisas.
As notas vão de 1 a 5, sendo que 1 e 2 são consideradas avaliações insatisfatórias. As graduações com nota insuficiente são incluídos no programa de avaliação in loco do ministério e podem sofrer punições e até serem fechados.
Em 2013, os cursos de medicina de cinco universidades federais foram avaliados com a nota 2: da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal de São João Del Rei no campus Divinópolis.
Não houve nota máxima
Entre os 154 cursos de medicina avaliados, nenhum chegou à nota máxima (5). Entre os cursos que tiveram nota 4 estão a graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Universidades que não participam do Enade, como a Universidade de São Paulo (USP), não recebem nota. Instituições que têm cursos novos e ainda não têm concluintes aparecem na lista como SC (sem conceito).
Avaliação de universidades foi divulgada
Foi publicado também hoje no Diário Oficial da União a avaliação de instituições de ensino superior de todo o País, o Índice Geral de Cursos (IGC). Como no CPC, a escala vai de 1 a 5. Notas abaixo de 3 são consideradas insuficientes.
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Sisu: UFS divulga edital para ingresso em 2015
UFS ofertará 5.440 vagas em 105 opções de cursos
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UFS ofertará 5.440 vagas em 105 opções de cursos (Foto: arquivo Portal Infonet) |
A Universidade Federal de Sergipe, através da Pró-Reitoria de Graduação
(Prograd), divulga o edital para ingresso nos cursos presenciais dos
semestres letivos 2015, feito através do Sistema de Seleção Unificada
(Sisu).
Confira o edital aqui
Com a adesão da UFS ao Sisu, a seleção dos candidatos permanece sendo
realizada em fase única, exclusivamente com base nos resultados obtidos
no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no exercício de 2014, e será
dividida em duas grandes demandas: ampla concorrência e reserva de
vagas/cota, sendo esta destinada apenas aos estudantes que cursaram todo
o Ensino Médio em instituições públicas municipais, estaduais ou
federais de ensino.
A reserva de 01 (uma) vaga em cada curso para pessoas com necessidades especiais permanece.
Matrícula
Após a divulgação dos resultados do Enem, o MEC divulgará o calendário
do SISU 2015. Os candidatos que optarem pelo ingresso na UFS e que,
posteriormente, forem convocados, terão suas matrículas feitas em duas
etapas, com datas a serem definidas em edital.
Vagas
Em 2015, a Universidade Federal de Sergipe ofertará 5.440 vagas em 105
opções de cursos para ingresso nos 1º e 2º semestres letivos.
Fonte: UFS
terça-feira, 9 de dezembro de 2014
Notas Prouni Medicina - listas de espera 2014.2
Fiz uma pequena pesquisa de chamadas feitas após o note de corte divulgado. Infelizmente, nem todas as universidades facilitam a divulgação das notas, ou até mesmo do processo seletivo.
Universidade | Nota | |
Uniceub | 709,36 | |
FMJ | 727,58 | |
Faciplac | 681,08 | |
Ucb | 717,24 | |
Unesc | 693,16 | |
Emescam | 722,78 | |
Unievangélica | 690,12 | |
Ceuma | 708,36 | |
Ceuma | 533,74 | BOLSA PARCIAL 50% |
Fame | 705,84 | |
Uni Bh | 729,68 | |
Faminas-Bh | 724,6 | |
Fip-Moc | 713,34 | BOLSA PARCIAL 50% |
Funorte | 719,22 | |
Fcm | 724,16 | |
Uninovafapi | 721,14 | |
Faculdade Integral Diferencial - Facid | 652,4 | |
Pucpr | 689,74 | |
Fmp | 665,9 | |
Unesa | 710,88 | |
Unigranrio | 701 | |
Universidade Severino Sombra - Uss | 699,74 | |
Universidade Potiguar - Unp | 706,58 | |
Faculdade São Lucas - Fsl | 640,4 | Integral |
Faculdade São Lucas - Fsl | 651,7 | BOLSA PARCIAL 50% |
Upf | 721,54 | |
Unisc | 728,46 | |
Puc-Campinas | 725,88 | |
Unaerp | 708,56 | |
Unilus | 727,42 | |
Fasm | 700,7 |
Unemat disponibilizará mais de duas mil vagas pelo Sisu 2015
A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) divulgou, na última na sexta-feira (5), o edital que torna público o processo seletivo de estudantes para provimento de vagas nos cursos de graduação presencial para ingresso no semestre letivo de 2015/1. A Unemat utilizará as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conforme termo de adesão assinado junto ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU), gerenciado pelo Ministério da Educação (MEC).
De acordo com o edital, serão ofertadas 2.020 vagas, distribuídas entre 50 cursos dos diversos campi da universidade. Das 2.020 vagas, a Unemat oferta 60% para ações afirmativas, totalizando 1.212, e 40% para ampla concorrência, totalizando 808. Dentre os 60% de vagas de Ação Afirmativa, 25% são destinadas para estudantes que se enquadrarem no Programa de Integração e Inclusão Étnico-Racial (PIIER) e 35% do total das vagas são destinadas para estudantes que comprovarem que cursaram, integralmente, o Ensino Fundamental e Médio em escolas públicas.
Somente poderá se inscrever no processo seletivo do SiSU o estudante que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2014. Os estudantes interessados deverão verificar as informações constantes do Termo de Adesão, bem como o Edital Nº 003/2014 – Unemat/Covest.
O cronograma de inscrição, seleção e matrícula dos estudantes será divulgado em Edital da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC), sendo publicado no Diário Oficial da União e poderá ser acessado no site do SiSU, no endereço http://sisu.mec.gov.br, e do Vestibular da Unemat, no endereço www.unemat.br/vestibular.
A Assessoria de Gestão de Concursos e Vestibulares (Covest) disponibilizará uma lista das dúvidas mais frequentes referentes ao SiSU em seu portal de vestibulares.
Fonte: http://www.sonoticias.com.br/noticia/educacao/unemat-disponibilizara-mais-de-duas-mil-vagas-pelo-sisu-2015
De acordo com o edital, serão ofertadas 2.020 vagas, distribuídas entre 50 cursos dos diversos campi da universidade. Das 2.020 vagas, a Unemat oferta 60% para ações afirmativas, totalizando 1.212, e 40% para ampla concorrência, totalizando 808. Dentre os 60% de vagas de Ação Afirmativa, 25% são destinadas para estudantes que se enquadrarem no Programa de Integração e Inclusão Étnico-Racial (PIIER) e 35% do total das vagas são destinadas para estudantes que comprovarem que cursaram, integralmente, o Ensino Fundamental e Médio em escolas públicas.
Somente poderá se inscrever no processo seletivo do SiSU o estudante que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2014. Os estudantes interessados deverão verificar as informações constantes do Termo de Adesão, bem como o Edital Nº 003/2014 – Unemat/Covest.
O cronograma de inscrição, seleção e matrícula dos estudantes será divulgado em Edital da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (SESu/MEC), sendo publicado no Diário Oficial da União e poderá ser acessado no site do SiSU, no endereço http://sisu.mec.gov.br, e do Vestibular da Unemat, no endereço www.unemat.br/vestibular.
A Assessoria de Gestão de Concursos e Vestibulares (Covest) disponibilizará uma lista das dúvidas mais frequentes referentes ao SiSU em seu portal de vestibulares.
Fonte: http://www.sonoticias.com.br/noticia/educacao/unemat-disponibilizara-mais-de-duas-mil-vagas-pelo-sisu-2015
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Faculdade faz vestibular de medicina sem aval do MEC, denuncia conselho
Provas de seleção devem ocorrer no domingo (7), em Aparecida de Goiânia.
Decisão judicial autorizou o curso, mesmo com notas abaixo do exigido.
O Conselho Regional de Medicina em Goiás (Cremego) denunciou, nesta segunda-feira (1º), a realização de provas de vestibular para curso de medicina na Faculdade Alfredo Nasser (Unifan), localizada em Aparecida de Goiânia. De acordo com o conselho, a instituição de ensino teve o pedido de abertura do curso não autorizado pelo Ministério da Educação (MEC). As provas da seleção estão marcadas para domingo (7).
Procurado pelo G1 no início desta tarde, o diretor da Faculdade Alfredo Nasser, Alcides Ribeiro Silva, afirmou que estava em reunião. Ele não retornou a ligação até a publicação desta reportagem.
Segundo consta no processo que tramita na Justiça, o curso exige aprovação do Conselho Nacional de Saúde, além de avaliação superior ou igual a 3 pontos no chamado “Conceito de Curso”. Entretanto, ao ser avaliado, o curso proposto pela Faculdade Alfredo Nasser (Unifan), recebeu notas de 1 a 2 em variados quesitos, como ensino na área da saúde, responsabilidade docente pela supervisão de assistência médica e experiência profissional do coordenador.
O MEC confimou ao G1, por meio de sua assessoria de imprensa, que indeferiu o pedido de autorização do curso de medicina da Faculdade Alfredo Nasser, conforme Portaria 236, de 15 de abril de 2014, publicada no DOU de 16 de abril deste ano.
"A instituição apresentou recurso, cujo processo encontra-se no CNE – Conselho Nacional de Educação, para análise e deliberação", disse a nota do ministério.
Apesar de ter o curso negado pelo MEC, a Unifan lançou o vestibular com base em uma decisão favorável do Tribunal Regional Federal da 1ª região, que autoriza o funcionamento do curso de medicina na instituição. A decisão tem caráter liminar e foi publicada no último dia 21 de novembro.
O desembargador federal Jirar Aram Megueriam afirma no documento que o pedido de autorização de criação do curso foi feito no dia 3 de dezembro de 2012 e, por isso, deveria ser analisado conforme a legislação vigente à época. Na ocasião, a lei estabelecia padrões menos rígidos de avaliação dos cursos que as atuais, usadas pelo MEC para negar a abertura.
Para o presidente do Cremego, Erso Guimarães, o desembargador não deveria ter autorizado o curso. “A decisão mais correta seria deferir ao MEC que avalie a solicitação da faculdade através da portaria que estava vigente à época de sua solicitação, definindo se existiam condições. Nós não temos elementos para analisar se preenchia os requisitos da portaria antiga”, afirma.
O Cremego considera que a liberação do curso com notas inferiores às estabelecidas pelo governo é um risco para os futuros profissionais e seus pacientes. “O Conselho está extremamente preocupado com a qualidade do médico que pode ser formado por essa instituição. O aluno que forma em faculdade com qualidade duvidosa será o responsável pelo ato médico, e não a faculdade que ensinou a medicina a ele”, afirma.
A reportagem também procurou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas não obteve resposta.
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