sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

MEC cria mais vagas em cursos de medicina no Rio, Paraíba e TO

Portaria com autorização foi publicada no Diário Oficial desta quarta (3).
Universidades contempladas foram Unirio, UFPB e UFT.


O Ministério da Educação criou mais vagas em cursos de medicina já existentes em três instituições federais brasileiras: Fundação Universidade Federal do Tocantins (UFT), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A portaria com a autorização foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (3).
Segundo a portaria, a UFT, localizada em Palmas, passará a oferecer 100 vagas no curso de medicina. A Unirio, no Rio de Janeiro, vai disponibilizar 160 vagas; e na UFPB, em João Pessoa, haverá outras 145. O aumento de vagas ocorreu em resposta a um pedido das três universidades.

OMS alerta para o baixo número de médicos no Brasil

Segundo a OMS, há 17,6 médicos no Brasil para cada 10 mil pessoas. Número é a metade do encontrado em países europeus e Maranhão tem índice comparado a Iraque e Índia.

 O Brasil tem, proporcionalmente à população, metade dos médicos dos países europeus - no Norte e Nordeste, essa taxa se aproxima à de alguns dos países mais pobres do mundo. Dados que serão divulgados nesta segunda-feira (20), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na abertura de sua assembleia anual, em Genebra, revelam que a média de profissionais para cada 10 mil pessoas no Brasil está abaixo da do continente americano e é bastante inferior à dos países ricos.
 
O governo brasileiro vem discutindo a ideia de importar médicos, justamente para atender áreas de maior déficit. Se em alguns centros urbanos os números chegam a superar a média de países ricos, em outras regiões a penúria é dramática, com mais de 300 municípios em dificuldades.
Segundo a OMS, há 17,6 médicos no Brasil para cada 10 mil pessoas. A taxa é um pouco inferior à média do restante dos países emergentes - 17,8. O índice também é inferior à média das Américas (mais de 20).
Mas é a comparação com os países ricos, principalmente da Europa, que revela a disparidade entre a situação no Brasil e nas economias desenvolvidas. Em geral, existem duas vezes mais médicos na Europa que no Brasil - 33,3 a cada 10 mil habitantes. São 48 médicos na Áustria a cada 10 mil cidadãos, contra 40 na Suíça, 37 na Bélgica, 34 na Dinamarca, 33 na França, 36 na Alemanha e 38 na Itália.

O que chama a atenção da OMS é que há diferentes realidades no Brasil. No Sudeste, por exemplo, a taxa é de 26 médicos por 10 mil habitantes, superior à dos Estados Unidos (24), Canadá (20) e Japão (21) de saúde no mundo. Mas, nos Estados do Norte, são 10 médicos para cada 10 mil pessoas, abaixo da média nacional de países como Trinidad e Tobago, Tunísia, Tuvalu, Vietnã, Guatemala, El Salvador ou Albânia.
No Nordeste, a taxa é de 12 médicos para cada 10 mil pessoas - no Maranhão, chega a 7 médicos por 10 mil, taxa equivalente à da Índia ou do Iraque. A situação mais dramática, porém, é ainda da África, com apenas 2,5 médicos a cada 10 mil habitantes. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

UEMS aprova a criação do curso de Medicina

O Conselho de Ensino e Pesquisa (CEPE) da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) aprovou em votação histórica na tarde de ontem, 24, a criação do curso de Medicina, ocorrida no anfiteatro da sede da UEMS, em Dourados. 
Os membros do Conselho chancelaram, por expressiva votação, a criação da graduação em Medicina que será ofertada pela unidade universitária de Campo Grande, atendendo uma demanda nacional em favor da expansão do número de ofertas de vagas para profissionais de medicina e contribuindo para que a UEMS se fortaleça, ainda mais, no cenário regional.

A criação do bacharelado em Medicina da UEMS foi efetivada em sequência à votação favorável do projeto pedagógico do curso, aprovado no dia anterior, quando foi apreciado pela Câmara de Ensino do CEPE. O curso tem previsão de ofertar 48 vagas, com um tempo de integralização de, no mínimo, 6 e, no máximo, 8 anos.

A UEMS será a primeira universidade do país a garantir, por meio de cotas permanentes, o ingresso de negros e indígenas a um curso de Medicina consolidando a política institucional voltada às minorias e fortalecendo o papel da Universidade em oportunizar o acesso dessas populações ao ensino superior com qualidade.

Para o reitor Fábio Edir, o Conselho efetiva a criação do curso de Medicina, acreditando na relevância da oferta dessa graduação pela UEMS.
 "O curso contribui em muitos aspectos para o MS, valendo destacar dois: a contribuição na formação de médicos, dada a necessidade urgente destes profissionais para o estado, e a promoção da inclusão social pioneira de indígenas e negros a um curso de Medicina, uma vez que a política de cotas também vai contemplar as minorias, neste bacharelado", ressalta.

A secretária de Estado de Educação Nilene Badeca, que acompanhou toda a sessão ordinária desta quarta-feira, afirmou que "o curso de Medicina representa um crescimento exponencial para a UEMS, e vem suprir a carência na formação de mais médicos para a nossa região e para o país". Na opinião da secretária, o curso vai atender aos jovens que queiram cursar Medicina, ao passo que também vai auxiliar no atendimento à saúde da população do Mato Grosso do Sul, com prioridade às minorias da sociedade.

A professora Márcia Alvarenga, membro da Comissão de Estudos para a criação do curso de Medicina, entende que a graduação é um projeto de extrema importância, sendo o segundo curso na área de saúde a ser ofertado pela UEMS. "Além de favorecer uma maior visibilidade da instituição a nível regional e nacional, o curso surge com o princípio da relevância social para atendimento à população", garante Márcia.
Para a representante da Secretaria de Estado de Saúde, Magali Sanches, a oferta da curso de Medicina pela UEMS "é providencial, uma vez que o estado está abaixo no índice nacional que relaciona vagas e médicos por habitante, conforme dados da SGTES (Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde), órgão do Ministério da Saúde", informou.

A proposta de criação do curso de Graduação em Medicina pela UEMS atende a uma das orientações de expansão do número de vagas para formação de médicos no Brasil, lançada em 05 de junho de 2012 pelo Ministério da Educação. Este processo visa à formação de médicos para enfrentar os desafios atuais do Sistema Único de Saúde no Brasil e a necessidade de permanência e fixação de profissionais médicos em áreas onde há carência destes profissionais.
Além dos membros do Conselho, representando todas as 15 unidades universitárias da UEMS, estiveram presentes representantes da classe médica, acadêmicos da Universidade, e componentes das comunidades negra e indígena.

Veja como é e quanto dura o curso de medicina em 15 países e no Brasil


A proposta do governo federal de ampliar a duração dos cursos de medicina no Brasil pode fazer com que o país passe a exigir no mínimo oito anos de estudo e prática dos estudantes para que eles consigam o diploma e o registro profissional de médico. O novo currículo aproxima o Brasil de países como Estados Unidos e África do Sul como os que exigem o maior período até que um médico seja permitido a exercer a profissão, segundo levantamento feito pelo G1 das regras de formação na área em 15 países.
Em todos eles, o curso de medicina é um dos mais compridos, exigentes e concorridos --em nenhum dos casos é possível se formar com menos de seis anos de estudos, como é a realidade brasileira atual. Além disso, todos preveem que, antes de receber o diploma e o registro profissional, o médico em formação tenha algum tipo de prática e contato com pacientes, sob o acompanhamento de professores e médicos já formados.
Quanto duram os cursos de medicina no Brasil e em 15 países (Foto: Editoria de Arte/G1)

Essa parte do curso é conhecida como "clínica" e em geral acontece dentro do hospital, onde os alunos, orientados pelas universidades, são confrontados com diversos casos médicos e demonstram seu conhecimento sobre como diagnosticá-los e tratá-los. Antes da obtenção do diploma, parte dos países exige algum tipo de estágio nos moldes do divulgado pelo governo neste mês. Em alguns deles, esse trabalho é feito no formato de serviço social comunitário.
O levantamento considera apenas as fases obrigatórias para que o estudante receba o registro de médico. Em todos os casos, após essa etapa, os profissionais ainda seguem estudando em programas de residência (ou internato, termo usado em Portugal) e outros cursos de especialização e pós-graduação.

Modelos semelhantes
Os dois casos citados pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, como inspiração para o novo modelo brasileiro são o Reino Unido e a Suécia, que exigem no mínimo sete anos de preparação para a profissão médica.
Nas escolas britânicas, o curso é dividido em dois ciclos: no primeiro os estudantes têm aulas teóricas e práticas. No segundo, chamado Programa de Fundação, eles são alocados em clínicas e hospitais e, durante dois anos, sempre sob supervisão, demonstram terem aprendido os fundamentos ensinados na escola. Ao fim do primeiro ano, os supervisores do aluno decidem se ele está apto a receber o registro definitivo. Essa fase é administrada pelo Serviço Nacional de Saúde do país.
Na Suécia, os cinco anos e meio de faculdade são divididos em dois anos e meio de ciclo préclínico e três anos do ciclo clínico. Antes de se formarem, porém, os estudantes fazem um estágio com duração de 18 meses.
Outros países onde o estudante leva pelo menos sete anos para conseguir se tornar médico são Chile, Grécia e Rússia.

Graduação mais curta no Brasil
Em entrevista ao G1, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a inspiração tirada dos demais países foi "a ideia de implantar dois anos de concentração na atenção básica em saúde e na urgência e emergência, e que esses dois anos aconteçam no final da formação".
Segundo ele, o fato de o Brasil passar a ter uma das formações mais longas entre alguns dos principais países do mundo não significa que o currículo não possa ser alterado no futuro. "No modelo inglês, primeiro eles implantaram os dois anos de serviço e depois começaram a reduzir o primeiro ciclo", disse.
Ainda de acordo com o ministro, as regras do estágio ainda deverão ser detalhas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) nos próximos meses. Existe a possibilidade, por exemplo, de que os dois anos de formação possam contar como um ano de residência ou pós-graduação. Segundo ele, os anos extras na graduação poderão, assim, ser descontados no futuro.

Serviço social
Na Grécia, sete anos é a duração da formação em alguns casos, já que a fase de trabalho antes do diploma só é compulsório para os estudantes que desejam atuar em hospitais e serviços públicos. Nesse caso, eles precisam passar por um período de estágio em áreas rurais do país. Quem pretende atuar apenas em clínicas privadas não precisam passar por isso.
Além da Grécia, o Egito também exige que todo estudante de medicina atue na área durante um ano antes de conseguir o registro. No caso egípcio, o trabalho é feito em hospitais mantidos pelo governo.
Na Alemanha, o governo tem incentivado propostas de inovação e flexibilização no currículo. Por isso, o estágio obrigatório dos estudantes na área de enfermaria, que dura cerca de três meses, não precisa ser a última etapa antes da formatura.
No último ano dos cursos de medicina da África do Sul, os estudantes de medicina, assim como os que estão matriculados em qualquer curso na área da sáude, precisam cumprir o Serviço Comunitário Compulsório (CCS, na sigla em inglês). Esse programa foi instituído no fim da década de 1990 para suprir a falta de profissionais da área em várias partes do país e é mantido pelo Departamento de Saúde do governo do país. No total, os aspirantes sul-africanos a médicos levam oito anos para começar a exercer a profissão.

Medicina como pós-graduação
Nos EUA, o curso de medicina só é oferecido no nível de pós-graduação --é um dos poucos países onde isso acontece. Por isso, um estudante interessado em se tornar médico no país precisa, primeiro, fazer um curso de graduação (conhecido por lá como "undergraduate") que contemple os requisitos para o acesso a uma escola de medicina, como aulas de ciência.
Além disso, as universidades selecionam seus alunos com base em outros quesitos, como atividades extracurriculares. A duração da etapa que precede a formação médica de fato, na grande maioria dos casos, é de quatro anos.
Depois, os estudantes passam dois anos em salas de aulas e laboratórios e outros dois conhecendo a profissão de perto, em hospitais, antes de seguirem para a residência. No total, oito anos são necessários.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

MEC reprova 27 cursos de medicina no País; nenhuma graduação obteve nota máxima

O Ministério da Educação (MEC) reprovou a qualidade de 27 cursos de medicina do País, entre eles cinco graduações em universidades federais. Esses cursos obtiveram nota 2 no indicador de qualidade de curso (CPC) divulgado nesta quinta-feira (18), considerada insatisfatória.
O Conceito Preliminar de Curso (CPC) é um índice feito anualmente pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) com base no desempenho dos estudantes no Enade, nas condições de infraestrutura do curso e na formação do corpo docente, entre outras coisas.
As notas vão de 1 a 5, sendo que 1 e 2 são consideradas avaliações insatisfatórias. As graduações com nota insuficiente são incluídos no programa de avaliação in loco do ministério e podem sofrer punições e até serem fechados.
Em 2013, os cursos de medicina de cinco universidades federais foram avaliados com a nota 2: da Universidade Federal de Pelotas (Ufpel), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), da Universidade Federal do Pará (UFPA) e da Universidade Federal de São João Del Rei no campus Divinópolis.
Não houve nota máxima
Entre os 154 cursos de medicina avaliados, nenhum chegou à nota máxima (5). Entre os cursos que tiveram nota 4 estão a graduação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Universidades que não participam do Enade, como a Universidade de São Paulo (USP), não recebem nota. Instituições que têm cursos novos e ainda não têm concluintes aparecem na lista como SC (sem conceito).
Avaliação de universidades foi divulgada
Foi publicado também hoje no Diário Oficial da União a avaliação de instituições de ensino superior de todo o País, o Índice Geral de Cursos (IGC). Como no CPC, a escala vai de 1 a 5. Notas abaixo de 3 são consideradas insuficientes. 

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Sisu: UFS divulga edital para ingresso em 2015


UFS ofertará 5.440 vagas em 105 opções de cursos
UFS ofertará 5.440 vagas em 105 opções de cursos (Foto: arquivo Portal Infonet)
A Universidade Federal de Sergipe, através da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), divulga o edital para ingresso nos cursos presenciais dos semestres letivos 2015, feito através do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).
Confira o edital aqui
Com a adesão da UFS ao Sisu, a seleção dos candidatos permanece sendo realizada em fase única, exclusivamente com base nos resultados obtidos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no exercício de 2014, e será dividida em duas grandes demandas: ampla concorrência e reserva de vagas/cota, sendo esta destinada apenas aos estudantes que cursaram todo o Ensino Médio em instituições públicas municipais, estaduais ou federais de ensino.
A reserva de 01 (uma) vaga em cada curso para pessoas com necessidades especiais permanece.
Matrícula
Após a divulgação dos resultados do Enem, o MEC divulgará o calendário do SISU 2015. Os candidatos que optarem pelo ingresso na UFS e que, posteriormente, forem convocados, terão suas matrículas feitas em duas etapas, com datas a serem definidas em edital.
Vagas
Em 2015, a Universidade Federal de Sergipe ofertará 5.440 vagas em 105 opções de cursos para ingresso nos 1º e 2º semestres letivos.
Fonte: UFS

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Notas Prouni Medicina - Chamada de lista de espera 2014.2

Fiz uma pequena pesquisa de chamadas feitas após o note de corte divulgado. Infelizmente, nem todas as universidades facilitam a divulgação das notas, ou até mesmo do processo seletivo.

Universidade Nota
Uniceub 709,36
FMJ 727,58
Faciplac 681,08
Ucb 717,24
Unesc 693,16
Emescam 722,78
Unievangélica 690,12
Ceuma 708,36
Ceuma 533,74 BOLSA PARCIAL 50%
Fame 705,84
Uni Bh 729,68
Faminas-Bh 724,6
Fip-Moc 713,34 BOLSA PARCIAL 50%
Funorte 719,22
Fcm 724,16
Uninovafapi 721,14
Faculdade Integral Diferencial - Facid 652,4
Pucpr 689,74
Fmp 665,9
Unesa 710,88
Unigranrio 701
Universidade Severino Sombra - Uss 699,74
Universidade Potiguar - Unp 706,58
Faculdade São Lucas - Fsl 640,4 Integral
Faculdade São Lucas - Fsl 651,7 BOLSA PARCIAL 50%
Upf 721,54
Unisc 728,46
Puc-Campinas 725,88
Unaerp 708,56
Unilus 727,42
Fasm 700,7

UFFS reserva de vagas para escolas públicas.